Sistemas Construtivos de Gesso- Parte Dois

Sistemas construtivos de gesso-Parte 2! Os tetos falsos com PGL correntes, na generalidade dos casos, têm como vantagem o facto de não ter juntas à vista.

São usados em todas as situações como a simples execução de teto para abaixamento de pé direito, elementos decorativos.

Quando associados com outros materiais podem ser usados em isolamentos térmicos, acústicos,proteção passiva contra incêndios, separações corta-fogo ou ocultação de instalações técnicas.

Sistemas Construtivos de Gesso- Parte 2

Tetos Falsos

Podem ser compostos por uma ou múltiplas camadas de placas de diferentes tipos que são sempre fixas por aparafusamento a uma estrutura metálica.

Esta estrutura metálica pode ser simples ou dupla, diretamente aplicada ao suporte (tetos semi-diretos) ou suspensa com sistemas de tirantes (tetos suspensos),

Mas podem até determinados vãos, ser simplesmente apoiados nas paredes (tetos autoportantes), ou ser apoiados com estruturas múltiplas em que os apoios são indiretos.

Sobre a placa podem ser colocados todo o tipo de isolamentos para as mais variadas situações e o acabamento é efetuado para obtenção de superfícies planas que podem ser pintadas ou receber qualquer tipo de tratamento de superfície corrente como papel, ou até mesmo mosaicos, pastilhas, pedras, etc.

REVESTIMENTOS NOS SISTEMAS CONSTRUTIVOS DE GESSO

As PGL associadas com outros elementos construtivos formam sistemas utilizados no revestimento de paredes interiores de todo o tipo de construção nova ou reabilitação com os mais variados objetivos, desde o simples forro, ao mais complexo dos isolamentos térmicos, acústicos ou proteção passiva contra incêndios.

Para cada solução escolhida em SCPGL terá sempre de se associar o valor da parede que lhe serve de suporte.

Os revestimentos podem ser diretos quando as PGL, ou são transformados com complexos isolantes em EPS – Poliestireno Expandido, XPS – Poliestireno expandido ou MLM.

Mantas de lã Mineral são aplicados por colagem com “bisnagas” de pastas de colagem adequados diretamente sobre uma parede existente.

Podem ser semi-diretos, quando as PGL ou seus transformados são fixos por aparafusamento a uma estrutura primária que está fixa diretamente à parede que se pretende revestir;

Se essa estrutura for autonoma da parede a revestir, ao fixar as placas , estas ficam autonomas das paredes, possibilitando a utilização de outros sistemas construtivos e são denominados de revestimentos autoportantes.

Características técnicas dos SCPGL.

PESO PRÓPRIO

Em reformas, reconstruções de edifícios existentes, um dos fatores condicionantes é o peso ou a sobrecarga correspondente ao peso das alvenarias de compartimentação e a forma como estes contribuem para o desempenho da estrutura.

Se comparados com sistemas tradicionais para os mesmos desempenhos conduzem a economias de pesos sempre superiores a 70% que se reflete num ligeira economia das cargas que as estruturas terão de suportar, o que aliado a todos os outros fatores descritos atrás traz economias consideráveis aos custos de obra.

ESPESSURAS NOS SISTEMAS CONSTRUTIVOS DE GESSO

Também em reformas é uma condicionante e se comparados com sistemas tradicionais para os mesmos desempenhos conduzem a economias de espessuras que podem ultrapassar os 40% refletindo também um aligeiramento significativo das cargas que as estruturas terão de suportar, o que aliado a todos os outros factores como o peso e rapidez de instalação traz economias consideráveis aos custos de obra.

ALTURA MÁXIMA E OS SISTEMAS  CONSTRUTIVOS DE GESSO

Pode ser uma condicionante na escolha do sistema que terá de ser conciliada com o isolamento térmico, acústico ou resistência ao fogo e que permite obter compartimentações entre pisos sem grande aumento da carga na estrutura.

O seu dimensionamento é efetuado por recurso a estudo teórico baseado no momento de inércia da estrutura escolhida, em função da sua largura, da forma de colocação dos perfis, se simples, duplos em “H” ou em “C” fechado.

A inércia depende ainda do uso de estruturas simples duplas paralelas ou assimétricas.

Contraventadas ou não, do espaçamento entre eles, conjugadas com o número de placas por face, obtendo-se um vão máximo admissível para a resistência mecânica.

Depois é sempre ensaiada e certificada por laboratórios oficiais para passar a constar das tabelas fornecidas pelos fabricantes com a descrição dos sistemas construtivos de gesso , respectiva composição e valores máximos recomendados para a altura entre apoios.

 

Veja também informações nas universidades.

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